PRIMEIRA PARTE
I) INTRODUÇÃO
A) Estamos aqui em busca do SABER, ou, dito de outra forma, para CONHECERMOS. Especificamente, para conhecermos o Direito. Nosso ponto de partida, portanto, é entendermos como obtemos o CONHECIMENTO.
B) Existem muitos meios por intermédio dos quais tentamos não somente obter o conhecimento, mas, também, explicarmos o que somos e o que nos cerca:
1) a Mitologia;
2) a Religião;
3) o Senso Comum;
4) o Ciência;
5) a Filosofia.
C) A Mitologia, a Religião e o Senso Comum são tentativas de conhecer e explicar que diferem da Ciência e da Filosofia por serem acríticas[1]. Para efeito de comparação, utilizaremos, em contraposição à Ciência e à Filosofia, o Senso Comum.
II) A FILOSOFIA
A) Filosofar é uma atitude, posto que pressupõe VONTADE de conhecer e explicar algo (ver FEITOSA[2], CHAUÍ[3] e CHATELET[4]), que se concretiza quando temos:
a) é a lógica que nos permite essa crítica metódica:
a.1) Um contra-exemplo que contrarie o enunciado o refuta;
a.2) as leis do raciocínio.
B) Mas a Filosofia, que resulta do filosofar, não se confunde:
1) com o mero apreço ao saber: há filósofos que são irracionalistas;
2) com erudição;
4) com saberes acríticos, como a Mitologia e o Senso Comum;
C) A Filosofia busca o CONHECIMENTO. É ela o resultado dessa atitude de conhecer, enquanto Sujeito Cognoscente, crítica e metodicamente, o Objeto Cognoscível, para explicá-lo.
D) A Filosofia do Direito
1) A Filosofia do Direito é o resultado dessa busca de conhecer, enquanto Sujeito Cognoscente, crítica e metodicamente o Direito (Objeto Cognoscível), para explicá-lo.
[1] Seus enunciados resultam de premissas iniciais auto-evidentes. Adiante essa distinção será aprofundada.
[5] “AS ESTRUTURAS LÓGICAS E O SISTEMA DO DIREITO POSITIVO”; VILANOVA, Lourival; Max Limonad; 1ª. Edição; SP/SP; 1997; p. 37.
[8] “METODOLOGIA FILOSÓFICA”; FOLSCHEID e WUNEN-BURGER, Dominique e Jean-Jacques; Martins Fontes; 2ª. Edição; 2002; SP/SP; p. 6.
[11] “EM BUSCA DE UM MUNDO MELHOR”; POPPER, Karl; Editorial Fragmentos; 2ª. Edição; Lisboa, Portugal; 1989; p. 182.

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